Vira prostituta à noite – Por José Elias


Linguarudo, fuxiqueiro, fofoqueiro – Arlindo Chagas ficou famoso por ter aceso livre a todos os segmentos sociais e políticos de Alagoas. Onde tinha uma festa, estava ele lá, sem preconceito, na alta sociedade ou no boteco da esquina no Tabuleiro. Bem de vida, fazia de tudo, desde negociar consórcios, principalmente com deputado Antônio Ferreira, seu principal cliente, na Rua José de Alencar, no Farol.

Mas sempre sobreviveu da corretagem e, nas apresentações, governadores, senadores e deputados só indicavam ele como publicitário. Através da profissão, pulou uma grande fogueira ao tomar partido na sucessão estadual e, na oposição, partiu para o Rio de Janeiro. Pela sua habilidade e conhecimento, conseguiu logo um emprego no poderoso Jornal do Bra-sil, chefiando a parte comercial da empresa.

Perdeu o pique e, vencido pela idade, voltou, reassumiu prestígio na sociedade, circulando pelos ambientes bacanas de antigamente. Tempos mudaram, Suruagy, com quem sempre manteve amizade de irmão, não era mais o mesmo politicamente. Terminou no gabinete do diretor Leonardo Simões, da Gazeta, produzindo páginas especiais, ajudado por poucos empresários, que ajudou a crescer no mercado.

Língua ferina, bolei uma maneira dele não ficar no esquecimento, sobretudo por muitos que não se lembravam do ontem. Na coluna, anunciei que havia começado a escrever um livro de memória, contando toda sua vida, futucando nos gabinetes escondidos dos poderosos. “Quem for podre que se quebre – nome da obra – já conta com 30 páginas prontas e o autor garante chumbo grosso!” – noticiei.

Os “grandões” que juraram fidelidade eterna sumiram e alguns que ele levantou a bola não apareceram sequer ao seu sepultamento. A política, prostituta bonita que vira principal estrela á noite e, pelo dia, os imbecis “fazem que não conhecem”, como sempre lembrava o eterno prefeito Sandoval Caju, na mesa comigo e com Ricardo Mota (No livro Repórter da Política – tudo é mentira – no computador).

09.09.2018

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José Elias
José Elias iniciou na Gazeta de Alagoas no rádio e jornal. É colunista há 35 anos. Foi diretor de Comunicação da Organização Arnon de Mello e comentarista de política da TV Gazeta. Repórter nas rádios Progresso, Difusora, Palmares, Jornal de Alagoas e Jornal de Hoje. Secretário de Comunicação dos prefeitos Fernando Collor, José Bandeira, Djalma Falcão. E secretário estadual de Comunicação do governo Moacir Andrade.