Cidade depois da morte – Por José Elias


Pasta debaixo do braço, fala agradável na boca, Silvânio Barbosa vem de longe – dos tempos dos votos sadios – como líder comunitário e agitador social. Nunca mudou, sempre na defesa dos sofridos moradores do Benedito Bentes, seu lema político. Ele não abria pra ninguém, enfrentava os chamados poderosos, resposta na ponta da língua, não tinha medo de cara feira, coragem nas ações e reações.

Onde havia uma manifestação, estava lá, com a solidariedade no coração, discurso forte no peito e combate ao poder público. Não perdia sessões na Assembleia Legislativa e Câmara de Vereadores, no grupo de apoio de Sérgio Alencar e Marcos André, olhos fixados nas cadeiras dos plenários. Respeito a todos acima de tudo era uma bandeira que, na sua caminhada vitoriosa, carregava nas costas.

Alertado, advertido e chamado atenção pelas autoridades, nunca quis acreditar que a violência não livrava cara de ninguém. Emplacou o mandato, após algumas tentativas nas urnas e, no aeroporto, esperando outro voo mais longe, foi traído pelo destino. Pode aparecer um substituto, uma liderança com faixa de campeão nos braços, prometendo ficar no seu ugar, mas não terá a marca original registrada dele.

Benedito Bentes imagina imortalizar Silvânio Barbosa com homenagem do tamanho da sua importância para comunidade. Um registro pra sempre, que não seja apagado pelos oportunistas, invejosos que não aceitam o sucesso dos adversários, mesmos mortos. Vai propor aos deputados e vereadores a criação de uma cidade dentro de Maceió para concretizar sonho daquele que tanto lutou por sua independência.

Ficaria cidade Benedito Bentes, cujo conjunto entrou no roteiro histórico proposto pelo então governador Divaldo Suruagy. Mas, na placa, na entrada do município, os moradores exigem a colocação do nome de Silvânio Barbosa como autor da consolidação de um pedaço de chão pobre, sofrido, esquecido, que sobreviveu todas as pancadas mortais. (No livro Re-pórter da Política – tudo é mentira – no computador).

11.09.2018

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José Elias
José Elias iniciou na Gazeta de Alagoas no rádio e jornal. É colunista há 35 anos. Foi diretor de Comunicação da Organização Arnon de Mello e comentarista de política da TV Gazeta. Repórter nas rádios Progresso, Difusora, Palmares, Jornal de Alagoas e Jornal de Hoje. Secretário de Comunicação dos prefeitos Fernando Collor, José Bandeira, Djalma Falcão. E secretário estadual de Comunicação do governo Moacir Andrade.